Pesquisas com plantas medicinais do Semiárido e cultura de tecidos vegetais são temas de eventos no Vale do São Francisco

30/10/2012 14:20

terça-feira - 30/10/2012 às 12:30
 

Experiências e resultados de pesquisas sobre o potencial medicinal de plantas e formas de propagação de mudas a partir de tecidos vegetais serão compartilhados e discutidos no II Workshop de Plantas Medicinais do Semiárido e no I Simpósio de Cultura de Tecidos Vegetais do Vale do São Francisco. Os eventos acontecem, simultaneamente, entre os dias 7 e 9 de novembro de 2012, no auditório Antônio Carlos Magalhães, do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro (BA).

Fruto de uma parceria entre a Uneb e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semiárido), os eventos representam uma oportunidade para atualizar conhecimentos, discutir possibilidades e estimular as pesquisas nessas áreas. Para tal propósito, foram convidados palestrantes de diversas instituições, com foco em diferentes linhas temáticas. A realização destes eventos no Vale do São Francisco viabilizará a participação de universitários das instituições locais e regionais, estimulando o interesse pela pesquisa científica. A intenção também é mostrar que, além da fruticultura, a região apresenta outros potenciais para exploração econômica, como o cultivo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares e a utilização da cultura de tecidos para a produção de mudas em larga escala.

Estudos para o futuro - As plantas medicinais apresentam potencial terapêutico e podem ser, num futuro próximo, a fonte de medicamentos fitoterápicos e substâncias bioativas – observa a pesquisadora da Embrapa Semiárido Ana Valéria Vieira de Souza. Para ela, os estudos dessas espécies são extremamente relevantes, mas ainda estão apenas começando, tendo em vista o imenso acervo vegetal existente no bioma Caatinga, predominante na região semiárida do Brasil. Algumas dessas plantas, como a aroeira, a umburana de cheiro e a baraúna, já se encontram na lista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) para espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Diante deste cenário, Ana Valéria aponta o importante papel da pesquisa para a produção e conservação dessas espécies, sendo a cultura de tecidos vegetais uma das principais alternativas.

Blog do Geraldo Jo´se



Texto e Foto: Fernanda Birolo


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