Uma entrega de cangaceiros em 1938

Foto histórica que mostra cangaceiros e membros da Igreja Católica reunidos na entrega do bando em 1938

 

Uma entrega de Cangaceiros, em novembro de 1938

Após o massacre de Angicos, muitos cangaceiros entregaram-se. Um dos subgrupos que se entregou, em Novembro de 1938, foi o comandado pelo cangaceiro Zé Sereno.

A foto acima, que recorda o evento, foi batida em Geremoabo. Sofrida pelo tempo, é a fotografia original, cuja posse pertence ao acervo da Família Ferreira e foi cedida pelo pesquisador do Cangaço e estudioso Orlins Santana de Oliveira, também reconhecido como "o mais dedicado pesquisador do Brasil em naufrágios na costa baiana".

"A única foto que se tem conhecimento tirada com a policia, cangaceiros e a igreja católica. Hoje ela pertence ao acervo da Família Ferreira-Expedita, Vera e outros. Cedida por Orlins Santana de Oliveira, seu criado. Não é cópia, é uma foto original da época. tamanho 6x9. Zé Sereno, citado como chefe e marcado pelos padres com uma cruz, na foto. Citações no verso. 

Um abraço a todos, Orlins." 

 

No fundo da foto aparece uma inscrição evocando as personagens nela presentes:

Transcrição: "frei Agostinho e frei Francisco; Mons, José Magalhães; Capitão Aníbal e Alípio Fernandes da Silva : O bando de Lampião que se entregou em Geremoabo (1938: O homem é o Balão e Zé Sereno, chefote do bando"

De modo a complementar a informação, este blog lista os presentes nesta fotografia.

De pé, da esquerda para a direita, salvo melhor juízo: Marinheiro, Laranjeiras, Desconhecido talvez Beija-Flor, padre José Magalhães e Souza, Novo Tempo, Ponto Fino, Quina-Quina, Azulão e Balão.

Sentados, da esquerda para a direita, salvo melhor juízo: Zé Sereno, Jurity, Candieiro, frade capuchinho Agostinho, de nome completo Agostino da Loro Piceno, capitão Annibal Ferreira - comandante do Destacamento do Nordeste da Bahia, tenente Alípio Fernandes da Silva, frade capuchinho Francisco, de nome completo Francesco Urbania, Cuidado e Creança. 

Postado por Rubens Antonio 

 

Fonte: http://cangaconabahia.blogspot.com.br/2012/02/uma-entrega-de-cangaceiros-em-novembro.html

 

CANUDOS-BA: PAINÉIS NO PARQUE ESTADUAL RELEMBRAM A GUERRA

22/02/2013 08:05
 

Depois de ter sido destruída na guerra há 116 anos e posteriormente submersa pelo Açude de Cocorobó, no final da década de 1960, a Velha Canudos e seus personagens ressurgem em painéis iconográficos. As peças, instaladas  no Parque Estadual de Canudos (Pec), integram o Projeto de Intervenções Artísticas no Cenário da Guerra de Canudos.

A luta do povo de Antônio Conselheiro permanece viva tanto na busca por melhores condições de vida, quanto na preservação de sua memória. Mas pouca coisa parece ter mudado no panorama de seca e desigualdade social da região, desde que as tropas da então recente república enfrentaram os sertanejos na Bahia.

"A intenção é devolver à comunidade local as imagens e a literatura produzidas sobre a guerra. É um sonho de muitos anos e permite que o visitante  do Pec possa entender um pouco do que aconteceu. O parque é muito visitado, mas precisava de alguma coisa que desse mais visibilidade", afirma Claude Santos, fotógrafo idealizador do projeto, que demarca as principais locações do conflito no  único cenário de guerra delimitado e estudado no País.

"A comunidade local está encantada e a visitação pública triplicou depois desta iniciativa. O turismo não vai acontecer só porque Canudos (a 413 km de Salvador)  é uma cidade histórica,  temos que ter elementos configurativos para que as pessoas queiram ver", defende Luiz Paulo Neiva, pró-reitor de Planejamento da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), órgão responsável pela administração do parque  de 1.321 hectares.

Painéis de vidro com imagens em preto e branco reconstroem locações históricas do conflito a partir de fotografias  de  Pierre Verger, Evandro Teixeira, Antônio Olavo, Antenor Júnior, Alfredo Villa-Flôr, Claude Santos e Flávio de Barros. Imagens do artista plástico Trípoli Gaudenzi e o mapa do Arraial de Canudos do coronel Siqueira Menezes também compõem os painéis.

Locações da guerra - Dos 14 cenários mapeados por Claude Santos, que realiza pesquisas na região desde 1986, cinco foram montados no final do ano passado e podem ser visitados a pé ou de carro em uma manhã. A primeira fase de instalação dos painéis  foi realizada com verbas da Uneb e de uma Emenda Parlamentar proposta pela senadora Lídice da Mata e espera-se  que até o final do ano as demais locações sejam instaladas, com recursos da universidade.

"O Outeiro das Marias (uma das locações) apresenta detalhes de prisioneiras no final da guerra fotografadas por  Flávio de Barros, que acompanhou a quarta expedição a Canudos", exemplifica Claude Santos. "Os descendentes diretos dos combatentes já morreram. Mas essas histórias precisam ser contadas. Fica mais fácil por meio de símbolos e imagens, elementos que as pessoas gostam de ver", acrescenta Neiva.

Para o historiador Sérgio Guerra, a iniciativa de valorizar os mais diversos personagens da luta é extremamente rica. "Faz parte da nossa tradição os cultos às personalidades, como Antônio Conselheiro (1830 - 1897) e Euclides da Cunha (1866 - 1909). Mas, para além deles, temos milhares de pessoas, soldados e moradores de Belo Monte (como os conselheiristas chamavam o local) que, do ponto de vista da história social, são mais importantes do que essas personalidades".

Segundo o professor, a intervenção é uma maneira da universidade de certa  forma  fazer uma reparação social da tragédia. "Quase tudo do tempo da guerra pode ainda ser visto naquela região. As condições sociais são basicamente as mesmas: a seca, as cercas dos latifúndios e a pobreza".

Neste aspecto, Neiva concorda: "O povo de Canudos luta em uma nova batalha contra a pobreza e a desigualdade. Com uma população de aproximadamente 15 mil habitantes (segundo o Censo 2010), mais de 11 mil pessoas se inscreveram no programa Bolsa Família".

 

 

Fonte: A Tarde

 

O METEORITO QUE CAIU NA BAHIA

Em 1784 o lavrador Joaquim de Mota Botelho procurava uma vaca desgarrada no semiarido baiano, nas proximidades de Canudos, e deparou-se com uma pedra gigante encravada no chão: era um meteorito. A queda do aerolito dos sertões que então passou a ser denominado de “Pedra do Quitá” e mais tarde Bendegó, que na língua dos índios Quiriris significava “vindo do céu”, não foi  testemunhada. Não se sabe o ano em que efetivamente ocorreu o incidente com o asteróide; Bendegó era então um lugar ermo, desabitado.

O Governador da Bahia D. Rodrigo de Menezes, informado do relato do lavrador, encarregou o capitão-mor de Itapicuru de remover e transladar a pedra que então se imaginava continha partículas de prata e outros minerais de valor. Construiram um precário carro de bois e colocaram vinte búfalos que arrastaram o bloco até as margens do riacho Bendegó onde se quebrou o eixo. O meteorito emborcado foi parar no leito do rio, enterrando numa areia mole. Ali permaneceu 104 anos, na mesma posição em que os cientistas batavos Von Martius e Von Spix o encontraram em 1818 e então estimaram seu peso em 5.360 quilos e o descreveram como “bloco de ferro com propriedades magnéticas”.

Em 1884, a pedido  de Orville Dervy, o engenheiro Theodoro Sampaio viajou pelo sertão do Vaza-Barris com o objetivo de localizar o meteorito descrito pelos sabios alemães. Identificado o local, Dervy informou as coordenadas à Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro que então empreendeu uma nova tentativa de trasportar o aerolito. O Marques de Paranaguá sugeriu que o Museu Nacional na capital do país seria o destino final da pedra e o Governador da Bahia não fez objeção.

Em 7 de setembro de 1887 começou a remoção do bloco. O Barão de Guahy, Joaquim Elísio Pereira Marinho, filho do Conde Pereira Marinho, um dos maiores comerciantes de escravos da Bahia, banqueiro e próspero homem de negócios no seu tempo; pagou os custos da remoção do meteorito para o Rio de Janeiro. Para a empreitada foi construida uma carreta de ferro, montada sobre rodas de flange e de madeira que rodava sobre trilhos. O bloco viajou 113 quilometros por terra durante seis meses para embarcar em janeiro de 1888 no vapor “Arlindo”.

Desde então o maior meteorito que já caiu sobre o Brasil, no semiarido baiano, permanece em exposição no Museu Nacional. A literatura de Cordel não deixou barato o episódio da primeira tentativa de remoção, nos versos de José Aras: “Construiram carretão/De madeira resistente/Levaram a pedra encima/Mas foi improducente/Tombou e queimou o eixo/E matou os bois da frente”.

 

 

Fonte: IBahia



 

Lampião mata 10 em um único dia

24/12/2012 17:02

Lampião

O cangaço foi uma espécie de banditismo rural que existiu no sertão nordestino até o ano de 1940. Os cangaceiros invadiam cidades e povoados em número sempre maior que o contingente policial destes locais. Roubavam as bodegas e raspavam as gavetas.

Extorquiam e matavam impiedosamente. Sequestros, extorsões e estupros faziam parte de uma rotina diária. Por muitas vezes castraram homens em plenas feiras livres, marcando com faca as orelhas dos infelizes como se marca porco. Também, estupravam e depois ferravam as mulheres no rosto e nas nádegas, como se marca boi. O mais perverso e famoso foi o criminoso Virgulino Ferreira da Silva, vulgo lampião.

A equação macabra do cangaço foi: Cangaço = homicídios + latrocínios + chacinas + formação de quadrilha + pistolagem + roubos + extorsões + sequestros + estupros + ferro em brasa no rosto e nas nádegas das mulheres + castrações de homens + requintes de perversidade x 1.000 = Lampião e seus cangaceiros.

Sendo assim, a seguir venho a relatar apenas um dos crimes mais brutais, covardes e hediondos cometidos por lampião e seus cangaceiros. 10 homicídios em um único dia com requintes de perversidade no município de Jeremoabo-Ba.

A chacina da família Salina

Este foi um dos crimes mais brutais, covardes e hediondos cometido por lampião em terras baianas, contra família indefesa de lavradores pobres, honestos e trabalhadores do município de Jeremoabo. Este crime tem inquérito policial e consta no livro LAMPIÃO NA BAHIA, escrito por Oleone Coelho Fontes.

Manoel Francisco de Brito conhecido por Manoel Salina, era proprietário da Fazenda Almêcega, a 18 Km da sede do município de Jeremoabo. Em outubro de 1932, o Sr. Manoel Salina recebeu um bilhete de lampião, que exigia a importância de 5 contos de réis. Embora a importância significasse grande sangria na economia doméstica da família, Salina mandou entregar ao quadrilheiro o dinheiro exigido. Meses depois lampião, novamente passando pelas proximidades da Fazenda Almêcega, despachou outro bilhete para o velho Salina no qual exigia mais uma vez quantia igual à anteriormente estipulada. Desta feita Salina envia ao bandido apenas metade do que este havia solicitado, alegando dificuldades, família numerosa, compromissos, a seca, a quebradeira geral em que estavam mergulhados os sertões. Lampião, recebeu o dinheiro, mas não ficou satisfeito e mandou um recado ameaçando o Sr. Salina de morte, quando se encontrassem frente a frente.

Diante da ameaça e aconselhado por amigos e familiares, Sr. Salina decidiu estabelecer-se em Jeremoabo, onde poderia viver com segurança, pois Jeremoabo possuía um numeroso contingente de policiais e, lampião não entrava na cidade, porém, vivia pelas redondezas.
A cada semana mandava um dos filhos até a fazenda para ver em que pé estavam as plantações, as criações, as cabras, os bodes….., porém, o Sr. Salina começou a enfrentar problemas financeiros, pois vivia ociosamente em Jeremoabo e, decorridos alguns meses da ameaça, estando a plantação de mandioca madura para ser colhida, Salina resolveu fazer um adjunto com filhos, parentes e amigos, a fim de arrancar tudo de uma só vez, fazer a farinha e voltar correndo para Jeremoabo. Reuniu ferramentas, sacos, animais e caçoás com 5 filhos, 3 sobrinhos e 4 vizinhos.

Quando estavam fazendo a farinhada, lampião chegou ao local, agarrando o chefe de família, cercando toda a propriedade sem dar tempo a que nenhum deles conseguisse escapulir.
O velho foi amarrado. Um dos filhos imediatamente assassinado com um tiro de parabelo na cabeça. O segundo tem a mesma sorte: também tomba por tiro de igual arma, à queima-roupa. O terceiro que fora mandado subir no telhado para destelhar a casa, por nome Fabiano, ao observar a família ser friamente assassinada, pula e dispara mata a dentro, conseguindo escapar dos tiros que lhe são desfechados, não parando senão em Jeremoabo onde tenta conseguir socorro.

Escapam 2 filhas, conhecidas por Moça e Dá-Nega, para que fossem contar aos comandantes das volantes o que acabavam de assistir. Uma caiu sem sentido; a outra a tudo assistiu e foi quem narrou, com detalhes, a ocorrência em Jeremoabo, o sofrimento de sua família nas mãos de medonho sicário.

Os amigos de Salina, que se achavam presentes ao adjunto da farinhada, por nomes Boa Batata, João Grande e Antonio Batata, foram sumariamente fuzilados, juntamente com os filhos de Manoel, no mesmo instante.

O velho a tudo assistia, paralisado, talvez desejando que o quadro que se desdobrava em sua frente não passasse de atroz pesadelo.

Terminada a chacina e ateado fogo em tudo o que ali existia, Lampião arrebata Salina e corta-lhes as orelhas, castra-o, arranca-lhes as unhas, arrebenta todos os dentes, fura-lhes os olhos e o obriga a montar, assim mutilado, no lombo em pelo de animal e com ele dirige-se à casa de outro dos seus filhos, Ulisses. Este residia a alguns quilômetros do local da chacina, na fazenda Bandeira, de Ângelo Bandico, de quem era vaqueiro.

Ulisses, de 23 anos, casado com a filha de Severo da Malhada Velha, era pai de filha de apenas 2 meses. Antes de chegar a sua porta, Lampião reuniu o grupo, colocou Salina no meio sem que o filho tivesse conhecimento do estado em que o velho se encontrava, mostrou-o e acabou de matá-lo em uma descarga. Em seguida mandou abrir o corpo do mutilado a talho de facão, arrancar-se o coração e colocá-lo no terreiro ao lado do cadáver. E a malta hedionda também assassina Ulisses e arriba a galope.

Foi realizado um inquérito policial, sendo um drama jamais visto. Choravam os filhos, chorava a viúva, choravam os parentes e amigos e chorava toda a população.

 

Portal Formosa, seu portal de notícias

Fonte Minuto Sertão


Leia mais: http://www.portallformosa.com/news/lampi%c3%a3o-mata-10-em-um-unico-dia/

 

Canudos e Região

Canudos

Canudos

Canudos

Como chegar:
Se você já está em Euclides da Cunha (chegando de qualquer região do Brasil), pode facilmente pegar um ônibus da companhia São Luiz até Canudos. O trecho de Euclides da Cunha até Canudos demora 75 minutos e custa em volta de R$11. A São Luiz tem relativamente poucas saídas por dia, portanto seria boa idéia conferir os horários com a companhia logo na chegada em Euclides. Em janeiro de 2010 os horários de Euclides da Cunha para Canudos foram 13:30, 15:00, 16:30 e 04:00. Estes horários não são exatos já que todos os ônibus da companhia São Luiz chegam de lugares mais distantes e podem demorar dependendo das condições de estrada.
Uma opção melhor pode ser iniciar a viagem de Salvador e pegar um ôniubs diretamente a Canudos, sem parar em Euclides da Cunha. Esse trecho é também servido pela empresa São Luiz, demora entre 7 e 8 horas e custa em volta de R$51. Em janeiro de 2010 os horários de partida foram 06:30, 10:30 e 21:50. A melhor opção desses seria o horário de 21:50, porque o calor do sertão é bem forte e nem todo carro de São Luiz tem ar. Durante a nossa viagem, ninguém da empresa sabia nos informar qual horário seria servido pelo veículo com ar (disseram que isso muda toda hora).

Onde ficar:
Canudos tem pelo menos cinco pousadas, possívelmente até mais. A média dos preços é seguinte:
R$15 – quarto individual sem ar e sem café
R$20 – quarto individual com ar ou com café
R$25-30 – quarto individual com ar e com café
R$40 – quarto de casal
Geralmente os quartos tem televisão e banheiro dentro

Pousada Por-do-Sol: Eu não cheguei a visitar este pousada, porque no dia da nossa visita em Canudos, e pousada não tinha vagas. No entanto, segundo as pessoas da cidade essa pousada fica na periferia de Canudos em um ponto alto, oferecendo uma bela vista da cidade, do sertão e do por -do-sol. Para reservas e mais informações, pode ligar: 75-3494-2128

Hotel Brasil: este é o hotel onde a gente ficou. OS quartos são bem simples, mas tem tudo que é necessário. A gente escolheu ficar nos quartos sem ar já que as noites do sertão são geralmente bem fresquinhas. O dono, Carlinhos, foi bem legal com a gente, nos mostrou balas de matadeira e outros objetos da guerra de Canudos e contou algumas histórias. Aliás, a maioria das pessoas que moram hoje em Canudos Novo são descendentes da comunidade Canudense massacrada na guerra de Canudos e tem histórias para contar ou objetos para mostrar. O Hotel Brasil fica bem pertinho ao ponto de ônibus e o Memorial de Canudos, servindo bem para quem vem sem carro. Para reservas e mais informações, pode ligar: 75-3494-2039

matadeira bullet

A bala de matadeira

O que ver e fazer:
Mesmo sendo uma cidade pequena e fora dos mais famosos roteiros turísticos, o Canudos tem muita coisa para oferecer ao visitante. Veja embaixo.

Memorial de Canudos
O Memorial encontra-se bem no centro do Canudos Novo e inclui um museu recém-reformado e um jardim bem-cuidado com plantas típicas do sertão. O museu oferece fotos antigas, recortes de jornais, objectos da guerra, livros e documentários sobre a história de Canudos, e uma boa coleção de obrs de arte tratando das personagens famosas da história de Canudos. Negociando com o pessoal do museu pode ser possível ver alguns dos documentários dento do próprio museu. A única dificuldade é que os dirigentes do museu nem sempre estão presentes e dependendo da sorte, você encontra apenas o jardineiro e os guardas. Os guardas, no entanto, são pessoas legais e têm inúmeras histórias para contar. O jardim é muito lindo, com muitas plantas etiquetadas e no centro do jardim encontra-se uma enorme estátua de Antônio Conselheiro. Os guardas do museu podem te contar um monte de hirtórias sobre as plantas, inclusive o cabeça do frade – uma excelente fonte de água no caso de sede, a faveleira – a arvore que deu seu nome às favelas do Rio, o xique-xique que pode ser cozido e comido como legume, e o enorme mandacaru que parece muito com as imagens típicas do Mexico. A entrada para o museu é de graça (assim como todas as outras atrações de Canudos).

Memorial de Canudos

Memorial de Canudos

Memorial de Canudos

Memorial de Canudos

Memorial de Canudos

Memorial de Canudos

Memorial de Canudos

Memorial de Canudos

Statue of Antonio Conselheiro

Estátua de Antonio Conselheiro

Mandacaru

Mandacaru

Faveleira leaf

Folha da faveleira

Parque Estadual de Canudos
O Canudos de hoje, na verdade, não é o Canudos original. Após ser destruido no massacre de Canudos, o local oroginal do povoado foi inundado na criação de um açude no rio Vazabarris. A maior parte do antigo povoado e local d a guerra ficam hoje embaixo da água e reaparecem só nos anos de grandes secas. A área que fica fora da água é protegida e incluida no Parque Estadual de Canudos. Dentro do Parque o visitante encontra vários lugares ainda exibindo as marcas da guerra (ossos humanos, trincheira dos conselheiristas, etc), vista impressionantes para o sertão, encontros com um monte de bois e bodes que ainda moram no parque, e um monte de calor infernal. Não esqueça trazer um boné, protetor solar e muita água, pois o sol do sertão não está de brincadeira.

Para visitar o parque e ter uma experiência boa, você precisará de duas coisas:
1. Um carro. A entrada ao parque fica uns 8-10km da atual cidade de Canudos e o parque é enorme. Portanto, não é acessível a pé. Se você não tem carro, pode contratar um taxi na cidade de Canudos. O nosso grupo de cinco (5 além do motorista) pagou R$10 por pessoa para o taxista levar o pessoal até o parque, esperar em volta de 1 hora enquanto a gente passeava pelo parque, e ainda parar num outro ponto de interesse no caminho de volta.
2. Um guia. Para encontrar os lugares certos dentro do parque e ouvir um monte de histórias sobre cada detalhe seria bom ir com um guia. Teoricamente tem guias disponíveis no museu do Memorial de Canudos, mas durante a nossa visita e gente encontrou só os guardas. O sistema de guias é ainda tão desorganizado que os guardas não sabiam nos informar quando e onde poderiamos encontrar os guias oficiais (pelo que eu entendi, seriam dois) e quanto custaria um passeio com eles. No entanto, tivemos uma sorte maior quando um dos guardas nos apresentou a uma pessoa chamada “o poeta”. José Américo Amorim é um poeta de Canudos e possívelmente a pessoa mais apaixonada pela história de Canudos. Motivado só pela boa vontade e paixão dele, o poeta nos levou no Parque, mostrou um monte de coisas interessantes, contou histórias que não se encontra nos livros, e até recitou algumas poesias dele sobre o massacre e as pessoas de Canudos Velho. (As poesias foram lindas… mais lindas ainda na hora de serem recitadas no meio do sertão, embaixo do sol ardente e entre as terras Canudenses). Depois do passeio no Parque, o poeta ainda nos levou para vários outros pontos de interessa na cidade (bem, em todos que estão incluidos neste blog). Sugiro que qualquer pessoa querendo ter uma experiência bem legal em Canudos procure o poeta para guiar os passeios. (A gente acabou encontrando um dos guias oficiais mais tarde e não sentiu bem a mesma paixão e energia nele). Além do preço de taxi, será necessário pagar alguma quantia também ao guia. Os guardas do museu não sabiam nos informar sobre os valores oficiais e o poeta nem pediu grana. No entanto, a boa vontade de ninguém deveria ser aproveitada e uma contribuição de R$10-R$30 por pessoa (dependendo da qualidade e duração do passeio) seria apropriada. Querendo passear com o poeta em vez dos guias oficiais, pode encontrar o rapaz simplesmente perguntando aos guardas do museu ou quase qualquer pessoa na cidade (o lugar é suficientemente pequeno e o cara é suficientemente famoso para que quase todo mundo saiba onde encontrá-lo). Mas preste atenção – se perguntar aos guias oficiais do museu do Memorial, eles gostam de falar que “o poeta está viajando” para não perder um grupo de turistas.

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

Serra do Mirante
No caminho de volta do Parque Estadual de Canudos, peça ao motorista fazer uma parada na Serra do Mirante (uma mototaxi também pode te levar de Canudos Novo até lá por alguns reais). Serra do Mirante fica no topo de uma montanhazinha e oferece uma vista de quase 360 graus para a cidade de Canudos e o sertão. A gente foi de manhã, mas o lugar deve ser mais legal ainda na hora de por-do-sol. Na Serra você encontra também mais uma estátua de Antônio Conselheiro, a replica de uma capela da época e um barzinho básico.

Serra do Mirante

A vista da Serra do Mirante

Serra do Mirante

A estátua do Antonio Conselheiro na Serra do Mirante

Serra do Mirante

Serra do Mirante

Estação Biológica de Canudos
Perto da cidade de Canudos tem também uma reserva natural que serve como área de proteção para uma população de araras azul de lear (passaros lindos e extremamente raros). Durante a nossa visita a reserva estva fechada para férias, mas durante o resto do ano é possivel arranjar visitar à reserva para observar os passaros (uma autorização prévia de IBAMA será necessária, mas pelo que eu entendi, pode ser possível chegar bem perto da reserva e ver os passaros também sem entrar; os guardas do museu do Memorial sambem mais sobre isso). A reserva é mantida por uma organização chamada Biodiversitas (http://www.biodiversitas.org.br/canudos/) e mais informações estão disponíveis com eles.

Estação Biológica de Canudos

O prédio da Estação Biológica de Canudos fica bem no centro de Canudos

Instituto Popular Memorial de Canudos
O Instituto Popular Memorial de Canudos encontra-se bem no centro de Canudos, dentro de uma capela e prédio anexo. A capela tem uma cruz original do Canudos Velho (da época de Conselheiro) e a madeira que foi comprada pelo conselheiro para a construção de uma nova capela. Essa madeira não foi entrega na época, servindo como uma das causas para o início do massacre (a madeira chegou em Canudos quase 100 anos mais tarde e fica hoje com o Instituto). O guarda da capela e o poeta podem contar essa história com muito mais detalhes (vale a pena ouvir!). O prédio anexo tem uma coleção de fotos, obras de arte, recortes de jornais, e também alguns livros para venda.

Instituto Popular Memorial de Canudos

Instituto Popular Memorial de Canudos

Jorrinho
Após de todas as visitas aos sítios históricos é uma boa idéia conhecer também o jorrinho. O jorrinho é uma área de lazer um pouquinho fora da cidade de Canudos, ao lado da barragem do rio Vazabarris. Além de água gelada jorrando dos canos conectados à barrage, o jorrinho tem mesa de fussball e de sinuca, um barzinho e uma loja de lembrancinhas. O lugar é charmoso e excelente para uma tarde relaxante com água, amigos, uma geladinha e muito papo. O jorrinho fica uns 1,5km fora da cidade e a corrida de mototaxi até lá é R$2.

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Jorrinho

Prainha
Outro lugar para curtir a água é a tal de “prainha” – uma área de areia na beira do açude. O lugar não tem nenhuma infra-estrutura e portanto serve melhor àqueles que querem curtir uma paz e solidão.

prainha

The sandy stretch in the distance is Prainha; the water is suitable for swimming

5 de outubro
Essa é a data da celebração da história de Canudos. Nesse dia tem muitas festas e um desfile de personagens históricas. As reservas de hotéis devem ser feitas com bastante antecedência.

Carne de bode
Parece que em Canudos tem mais bode do que gente e o povo de lá adora comer a carne de bode. Vale a pena experimentar. Para saber quais restaurantes estão servindo a carne de bode, pode-se perguntar a qualquer pessoa na rua ou observar as carnes penduradas no sol em frente de alguns restaurantes.

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Cabras circulando pela cidade sem qualquer restrição

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Carne de bode secando no sol

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Carne de bode secando no sol

Sexta-feira
é dia de feira. Para conhecer os produtos típicos é bom passar a manhã de sexta em Canudos. A feira ocorre bem na avenida central da cidade e vai das 8h de manhã até umas 14h de tarde.

 

 

http://guiadosertao.wordpress.com/2010/01/11/canudos-3/


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